A Autora

Bia Góes

Criar é escutar a matéria.

Entre fios, formas e memórias, Bia constrói uma linguagem em que o artesanal se torna contemporâneo sem perder sua origem.

Bia Góes tece uma peça de crochê em seu ateliê de arquitetura modernista.

Em primeira pessoa

Uma carta de Bia

Não busco repetir o perfeito. Busco a beleza viva de cada gesto.

Minha inspiração nasce do encontro entre o Brasil que vejo e o Brasil que sinto. Está nas linhas da arquitetura, nas sombras das folhas, nos tons da terra e na liberdade com que nossas mãos transformam matéria em afeto. Eu observo muito antes de desenhar; deixo que cores, lugares e lembranças encontrem seu próprio ritmo.

No ateliê, cada peça começa devagar. Faço esboços, aproximo fios, testo pontos e acompanho a forma enquanto ela cresce. O crochê me ensina que criação não é pressa: é presença. Por isso, trabalhamos em pequenos lotes, respeitando o tempo de cada mão e permitindo que pequenas variações revelem a história de quem fez.

O que mais me apaixona é ver uma ideia ganhar corpo e seguir para a vida de outra pessoa. Quero criar roupas que sejam guardadas, usadas muitas vezes e reconhecidas pelo toque. Para mim, vestir o feito à mão é levar consigo tempo, cuidado e identidade. É essa emoção que move a Leaf, ponto após ponto.

Com afeto, Bia

O que me inspira

01Arquitetura brasileira

02Natureza tropical

03Memória e afeto

04Matérias naturais

Processo criativo

Do desenho à peça

Uma criação Leaf não segue uma linha reta. Ela amadurece em ciclos de observação, pesquisa e fazer.

01

Escuta

A coleção começa com uma atmosfera: uma luz, um lugar, uma lembrança.

02

Pesquisa

Cores, fios e referências se aproximam até formarem uma linguagem própria.

03

Construção

O desenho encontra a mão e cresce ponto a ponto, com espaço para descobrir.

04

Encontro

A peça deixa o ateliê para ganhar movimento, memória e vida em outro corpo.

Mãos trabalham uma peça de crochê com fios naturais sobre uma mesa de ateliê.
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